Política Sábado, 20 de Abril de 2019, 14h:00 | - A | + A

TEMPOS DIFÍCEIS

Crise vai afetar agronegócio em MT, afirmam líderes do setor

“Vão ser anos difíceis”. “Prevejo a maior crise para o estado de Mato Grosso”. Essas são afirmações de duas das maiores lideranças do agronegócio do estado em razão do quadro de diferentes problemas que se somam hoje

DA REDAÇÃO

 Lideranças políticas do agronegócio em Mato Grosso, de prestígio nacional, estão prevendo o começo de uma grave crise para o setor, com desdobramentos políticos e administrativos que afetarão o governo estadual. A primeira liderança ouvida admitiu que o “agronegócio enfrentará tempos difíceis”. A análise foi publicada em nota no Caldeirão Político.

 

Reprodução/ Agência Brasil

Agronegócio

Lideranças políticas do agronegócio em MT estão prevendo o começo de uma grave crise. 

Reproduzimos aqui:

 

Uma importante liderança da Frente Agropecuária no Congresso, que reúne hoje 257 parlamentares, garante que a Lei Kandir não vai cair. “Já enfrentamos e não vai ter possibilidade de acabar com a Lei Kandir”, afirmou. Mas admite que o agronegócio enfrentará tempos difíceis porque, segundo ele, o governo Bolsonaro vai acabar com  a equalização das taxas de juros. “Vão ser anos difíceis”, desabafou com preocupação.

 

O representante político do agronegócio também afirmou que os produtores estão “estremecidos” com  o governo Mauro Mendes, por conta das medidas de ajustes que o governo estadual teve que tomar para reverter a grave situação de crise financeira de Mato Grosso, resultado de 15 anos de gestões irresponsáveis.

 

A segunda liderança ouvida pelo PNB confirmou o quadro pessimista de crise batendo às portas do agronegócio em Mato Grosso:

 

“Concordo, não só pelos juros. Estamos em um período de preços baixos dos produtos agrícolas, problemas de redução do consumo e um ambiente ruim para negócios no Mato Grosso. Prevejo a maior crise para o estado”, disse o líder do setor que sabe do que fala e tem uma voz respeitada pelos produtores.

 

O quadro de crise esboçado pelos representantes do agronegócio de certa maneira reforça a condução do governador Mauro Mendes (DEM) e do vice, Otaviano Pivetta (PDT). Eles estão às voltas com o ajuste da máquina pública: enxugamento das despesas e recuperação do equilíbrio das finanças estaduais. Enfrentando assim um desafio em dose dupla: primeiro o descalabro das contas públicas feito pelas gestões anteriores; e agora, em segundo lugar, enfrentar a crise econômica anunciada que acertará em cheio o motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio.

 

*Em tempo: os líderes do agronegócio conversaram em off com a Redação do PNB. Em óbvio, portanto, as fontes foram preservadas.

 

 

 

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