Política Terça-Feira, 10 de Dezembro de 2019, 14h:50 | - A | + A

DENÚNCIA

Delegacia de Combate à Corrupção vai investigar Emanuel Pinheiro

O delegado titular, Eduardo de Paula Botelho deve ser o responsável pelo inquérito

Suzi Bonfim

da Redação

Prefeitura de Cuiabá

Emanuel Pinheiro

 

A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção em Mato Grosso (Deccor) vai abrir o inquérito policial para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), denunciado por compra de voto de um grupo de vereadores para viabilizar a cassação do vereador Abílio Jr. (PSC), por uma funcionária do Hospital São Benedito. O delegado titular recém criada delegacia, Eduardo de Paula Botelho, deve ser o responsável pela abertura do inquérito solicitado pelo coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) Criminal, do Ministério Público Estadual (MPE),  o procurador de Justiça Domingos Sávio de Arruda.

De acordo com a assessoria da Polícia Judiciária Civil, foi repassado à Deccor o pedido encaminhado pelo Naco, na quarta-feira (04), aos delegados de Polícias da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), Luiz Henrique Damasceno, Rafael Scatolon e Sylvio do Vale Ferreira Júnior. 

O procurador de Justiça, requisitou a investigação com base na  Notícia de Fato Notícia (SIMP 016626-001/2019), instaurada pelo Naco, com acusações feitas pela técnica administrativa do Hospital São Benedito da Capital,  Elizabete Maria de Almeida, em 27 de novembro, no Boletim de Ocorrência (BO) registrado na Defaz. Segundo Elizabete, no dia 21 de novembro, foi convidada por Claudia Almeida Costa para um jantar na casa do Vereador Juca do Guaraná, onde também se encontravam outros membros da Casa de Leis Municipal, Ricardo Saad e Chico 2000, bem como o ex-vereador Oséas Machado. “Relatou, ainda, que por volta da meia-noite, o Prefeito Emanuel Pinheiro chegou no local segurando um envelope e, na sequência, chamou os vereadores, bem como alguns assessores, para uma reunião reservada. O assunto da reunião, nas palavras da noticiante, era “tirar o vereador Abílio, pois fora comentado pelo Próprio Prefeito Emanuel, que o Vereador Abílio é o único a bater de frente com ele”, diz o trecho do boletim de ocorrência. 

A funcionária do hospital disse que “numa determinada altura da conversa, Emanuel Pinheiro teria oferecido aos vereadores presentes a quantia de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), bem como 20 (vinte) cargos comissionados, para que Abílio Jacques Brunini fosse cassado, retirando, na sequência, o dinheiro do interior de um envelope e o entregando aos membros do poder legislativo municipal". O processo de cassação de Abílio Jr está em andamento na Comissão de ètica da Câmara de Vereadores de Cuiabá, onde Elizabete prestou depoimento como testemunha de acusação.

Os vereadores e o prefeito Emanuel Pinheiro negam que tenham discutido a cassação de Abílio, admitem que estavam na festa na casa do vereador Juca do Guaraná. O parlamentar do Avante apresentou a relação de convidados que deram entrada no condomínio e afirma que Elizabete não esteve na casa dele.



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