Política Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 12h:09 | - A | + A

GRAMPOLÃNDIA PANTANEIRA

Desafetos interceptados a mando do então candidato ao governo de MT

Coronéis não esclarecem por que atenderam pedido de Pedro Taques, em 2014

Suzi Bonfim

da Redação

Na lista de pessoas que tiveram ligações telefônicas interceptadas, a partir de agosto de 2014, com a instalação do Núcleo de Inteligência Clandestina, a pedido do advogado Paulo Taques e do candidato ao governador de Mato Grosso, senador Pedro Taques, sob o comando dos coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Gerson Corrêa, estão muitos desafetos políticos, do agora ex-governador. 

 

O coronel Zaqueu afirmou que foi procurado por Pedro Taques e Paulo Taques durante a campanha eleitoral ao governo do Estado. Paulo Taques teria pedido para ouvir "pessoas que estavam atrapalhando na reta final do pleito" de 2014. Mas, o esquema se estendeu e foi ampliado em 2015, financiado por Paulo Taques com a aquisição dos equipamentos para escuta telefônica, primeiro o sistema  Wytron substituído pelo sistema Sentinela e repasses para manutenção do Núcleo de Inteligência Clandestina. Na época, Barbosa disse que, inicialmente, recebeu R$ 12 mil. 

 

Já o coronel Evandro Lesco afirmou que fez um empréstimo no nome dele de R$ 36 mil. Contabilizando as declarações de alguns repasses feitos por Paulo Taques, como secretário-chefe da Casa Civil, Lesco recebeu cerca de R$ 90 mil.  

 

Como possível prova para incriminar promotores de justiça, como Célio Wilson, Lesco apresentou ordens de serviço. “ A ordem de serviço 1250, do promotor de Justiça Célio Wilson, onde ocorre a primeira barriga de aluguel, com resposta da operadora de telefone confirmando. Resposta do Núcleo de Interceptação  consignando o ação. Ordem de serviço 1266 determinada para estabelecer o vínculo do terminal, portaria de investigação, relatórios de informações das intercptações para o secretário e a denúncia”, constatou Lesco.

 

Segundo Lesco, já fora do Núcleo e lotado na Casa Militar, o cabo Gerson Corrêa, responsável pelas escutas, lhe relatou que houve barriga de aluguel pelo promotor de justiça inserindo telefones dos filhos, familiares do ex-governador  Silval Barbosa para subsidiar operação Arqueiro, do Ministério Público. “Extrapolando qualquer delimitação de razoabilidade ao vazamento proposital desta tratativa”, admitiu o coronel . 

 

O jornalista José Marcondes, o Muvuca, foi um dos interceptados, porque teria planos de atentar contra o governador.Além dele, seriam barrigas de aluguel: José Antônio Rosa, Gisele Bergamasco, Tatiane Sangali, Cel Mendes e José do Patrocínio, José Riva, Janaína  Riva, Carlos Fávaro, Jean Carlo Nassarden, Jean Campos Esteves. 

 

 

 

 

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