Política Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2019, 10h:13 | - A | + A

CPI DO PALETÓ

Diego Guimarães aponta legitimidade da Câmara em investigar Emanuel Pinheiro

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, deve ser notificado nesta quinta-feira (19)

da Redação

Termina nesta quinta-feira (19), conforme o PNBONLINE antecipou no início da semana,  o prazo de notificação judicial para que o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Galvão, cumpra a decisão do juiz da 4ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, Wladys Roberto Freire do Amaral, e retome em 48 horas a chamada CPI do Paletó, a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o suposto recebimento de propina pelo então deputado estadual e hoje prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). 

 

Questionado em entrevista ao jornalista Antero Paes de Barros, na rádio Capital FM, sobre a competência da Câmara de Vereadores em investigar um fato ocorrido na Assembleia Legsilativa, o vereador Diego Guimarães (PP), autor da ação em março do ano passado, citou o decreto lei que autoriza este tipo de conduta. “O decreto lei 201/67 autoriza que o parlamento investigue o prefeito em caso de falta de idoneidade moral e, neste caso, é o que a gente está vendo. Se ele colocou o dinheiro no paletó como deputado, agora como prefeito, ele não pode ser investigado? Ele tem um orçamento de R$ 2,5 de bilhões, tem licitações do lixo, do aterro municipal,  transporte coletivo e iluminação pública nas mãos dele. Ele que foi exposto no maior escândalo de propina, de acordo com o ex-governador Silval Barbosa e Silvio Correia. Como vereadores temos o dever de fiscalizar o prefeito e a sua idoneidade moral foi colocada em xeque. O fato é grave”, constatou Guimarães.

 

O vereador admite o receio de que o presidente da Câmara entre recorra da decisão.  “Ele pode recorrer ao Tribunal de Justiça, certamente, para buscar um efeito suspensivo, numa atitude que a meu ver, é protelatória, numa defesa indireta ao prefeito Emanuel Pinheiro. Se ele quiser esclarecer o episódio do paletó ele nomeia dois novos membros  e convoque a CPI novamente”, ressaltou. 

 

O vereador Misael Galvão votou contra a instalação da CPI, quando o presidente do legislativo, na época, era Justino Malheiros Neto (PV).  “Misael teve mais de cinco mil votos em Cuiabá. Será que o leitor do Misael concorda com a atitude dele em não possibilitar a retomada da CPI do Paletó? Se o leitor concorda com isso, tudo bem. Se não concorda, é o momento de cobrar. É o momento do parlamento se posicionar em relação às investigações, é fiscalizar e não passar a mão na cabeça como faz parecer que o Misael queira fazer. Se o TJ der efeito suspensivo a decisão não será aplicada de imediato”, constatou Diego. 

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