Política Sábado, 17 de Outubro de 2020, 08h:00 | - A | + A

PANDEMIA

Diretor do TRE diz que risco de ir votar é o mesmo de ir ao mercado

Em função da pandemia, a Justiça Eleitoral investe em medidas de proteção e finaliza preparativos para o pleito.

Suzi Bonfim

da Redação

TRE-MT

urna eletronica

 

O nível de confiança em relação à realização das eleições, atualmente, é maior à medida que a data se aproxima e a organização de todo o processo evolui de forma célere. O diretor geral  do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, admitiu que está mais tranquilo agora, pouco menos de um mês das eleições em 15 de novembro, do que há 30 dias. Diogo ressalta que, em tempos de pandemia do novo coronavírus, ir a uma sessão eleitoral votar oferece o mesmo risco que ir ao supermercado e, por isso, todas as precauções estão sendo tomadas. "Não existe como ter risco zero, mas estamos trabalhando para que seja seguro. É um grande desafio e trabalhamos dia e noite para garantir que os eleitores votem com o menor risco possível", destacou. 

 

O orçamento está fechado em R$ 16,7 milhões, menor do que em 2018, mas suficiente, segundo o TRE-MT, para garantir o voto dos 2,3 milhões de eleitores em candidatos a prefeitos, vereadores e um senador nos 141 municípios do Estado. 

 

“Estamos em contagem regressiva, e estou bem mais confiante do que há um mês. A parte administrativa para realizar as eleições está vencida, com licitações e contratos definidos. Faltando um mês, o saldo é positivo”, assegurou o diretor do TRE em relação às medidas de gestão e jurídicas do pleito. 

 

Entre os encaminhamentos está a locação de 58 veículos e 11 aviões para dar suporte a toda logística que envolve as eleições municipais e ao Senado Federal no Estado. O custo só com os carros é de R$ 1,3 milhão. 

 

Urnas distribuídas

Na terça-feira (20), o TRE deve concluir a entrega das cerca de oito mil urnas eletrônicas nas 57 zonas eleitorais de Mato Grosso. O volume de urnas já considera o contingente de reserva se houver a necessidade de substituição diante de problemas técnicos. “O histórico de substituição é pequeno, menos de 1% no Estado. Fizemos ainda uma revisão geral colocando baterias novas para evitar qualquer problema no dia das eleições”, disse o diretor da Justiça Eleitoral.

 

Para o dia 15 de novembro, os cartórios estão recebendo também os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para garantir a segurança de 29 mil mesários, servidores, juízes, fiscais de partidos e eleitores. A custo zero, o material foi doado por um grupo de empresas. Só em Mato Grosso serão mais de 178 mil máscaras, 34 mil protetores faciais de acrílico, mais de 65 mil frascos de álcool gel de 125 ml a 500 mls e ainda material de divulgação. 

 

O ponto positivo da pandemia para a Justiça Eleitoral no país é a economia com a locação de espaços onde é feita a totalização dos votos nas urnas eletrônicas. Só em Mato Grosso, com o processo realizado na sede do Tribunal Regional Eleitoral em Cuiabá, com acesso restrito a servidores, juízes e fiscais dos partidos, a economia gira em torno de R$ 200 mil que seriam gastos na locação do Centro de Eventos Pantanal, nos dois turnos, onde tradicionalmente é divulgado o resultado das eleições. Além disso, deixam de circular no local pelo menos 1.500 pessoas que acompanhavam a movimentação. O atendimento à imprensa será de forma virtual.

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