Política Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2019, 11h:23 | - A | + A

INVESTIGAÇÃO

Doleiro da Lava Jato depõe nesta quinta na CPI da Sonegação

Ex-governador Silval Barbosa e presidente do grupo Amaggi também devem ser ouvidos em outubro.

Da Redação

Com assessoria

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a suspeita de sonegação de impostos e renúncias fiscais indevidas em Mato Grosso vai ouvir, nesta quinta-feira (19), o depoimento do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, a partir das 14h, no auditório Milton Figueiredo. A Comissão Parlamentar de Inquérito da Renúncia e Sonegação Fiscal investiga suspeitas de fraudes nas concessões de incentivos no Estado.

 

Em depoimento no dia 28 de agosto à CPI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na Câmara dos Deputados, Funaro declarou que o empresário Joesley Batista, do grupo empresarial J&F, omitiu declarações em sua colaboração premiada firmada perante o Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas a fraude de pagamentos de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias em Serviços).

 

A fraude de ICMS em Mato Grosso estaria vinculada ao pagamento de propina a agentes políticos para favorecimento indevido e um empresário de Várzea Grande. De acordo com o presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), o foco principal das investigações é desvendar a existência de fraudes que possam subsidiar os órgãos de investigação e, ao mesmo tempo, contribuir para uma legislação mais segura e eficiente que permita ao estado, futuramente, reprimir a sonegação de impostos para auferir uma significativa margem de arrecadação.

 

“O que interessa a Mato Grosso é que crimes fiscais sejam duramente combatidos para evitar essa discrepância de que o cidadão que ganha pouco muito contribui e aquele que muito ganha se utiliza de artimanhas para prejudicar o estado”, disse.

 

 

O deputado Wilson Santos, presidente da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, informou que já solicitou o compartilhamento de documentos de operações realizadas em Mato Grosso para agilizar os trabalhos da Comissão. “Solicitamos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário informações sobre grandes operações realizadas em Mato Grosso, como a Operação Crédito Podre, Operação Caramuru e outras operações. Queremos o compartilhamento destes documentos para que possamos analisar o nível de sonegação. Há comentários de que a sonegação em Mato Grosso passa de R$ 2 bilhões ao ano”.

 

A CPI ainda é composta pelos deputados Carlos Avallone (PSDB), Max Russi (PSB), Janaina Riva (MDB) e Ondanir Bortolini (PSD)- Nininho.

 

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