Política Terça-Feira, 21 de Maio de 2019, 14h:04 | - A | + A

CONTINGENCIAMENTO NA EDUCAÇÃO

Em crise, Unemat busca negociação com a Secretaria de Fazenda-MT

Reunião na semana que vem vai discutir a situação da instituição

Suzi Bonfim

Da Redação

 

Tabela repasses Unemat

 

 

A Unemat está realizando todas as estratégias políticas possíveis para tentar superar dificuldades impostas pelo contingenciamento orçamentário determinado pelo governador Mauro Mendes, com o decreto 77, de abril, deste ano, e manter em funcionamento os 13 campi do Estado. O pró-reitor de Gestão Financeira da universidade estadual, Ricardo Umetsu, diz que, a cada dia, a instituição fica mais “à beira do colapso”. O pró-reitor disse que o compromisso do governo do Estado é regularizar os repasses a partir de julho. “Mas, considerando que as despesas não param, a não ser que a instituição pare de funcionar, estamos no limite. É difícil projetar se vamos conseguir chegar até julho”, apontou.

 

Uma reunião na Secretaria de Fazendo do Estado está agendada, para a semana que vem, para mostrar o cenário atual e buscar uma solução. Já são quase 90 dias de atraso no pagamento das empresas terceirizadas. As despesas mensais de custeio, este ano, somam R$ 4,5 milhões, mais R$ 7 milhões de restos a pagar de 2018, R$ 11,5 milhões em dívidas. Com o contingenciamento, o Governo do Estado estipulou uma cota mensal, até julho, de R$ 2, 748 milhões para custeio e manutenção. Não há previsão de repasse para investimentos.

 

Segundo o pró-reitor, mais de R$ 860 mil já deixaram de ser repassados para bolsas concedidas aos universitários. Na área de pesquisa nos cursos de graduação, 56 bolsistas não recebem a ajuda de custo desde abril, por exemplo,  Veja quadro da pró reitoria de Assistência Estudantil:

 

“A situação é crítica. Como o recurso repassado é menor do que necessitamos, não temos como atender a todos. Priorizamos, basicamente, folha de pagamento e terceirizados porque tem verbas alimentícias dos funcionários”, justificou Ricardo Umetsu

 

Até o mês de julho, data prevista para o fim do contingenciamento, a Unemat talvez não consiga a compreensão de alguns fornecedores. “Estamos negociando com a Sefaz o repasse para pagamento de faturas como o de energia elétrica. Como temos dívidas com fornecedores, muitos já bloquearam a prestação de serviços essenciais para a universidade como material de limpeza e papel. As empresas alegam que por não receber faturas anteriores não fazem novos repasses de material”. O custo da segurança patrimonial e limpeza é de R$ 1,2 milhão mensal. A fatura de energia elétrica que vence no final do mês somada a outras, como impostos, internet e água totalizam R$ 1 milhão nos 13 campi da Unemat.

 

O diretor Político do Diretório Central dos Estudantes da Unemat ,de Tangará da Serra (241 km de Cuiabá) Aluízian Fernandes, disse que mais de 140 universitários não receberam o auxílio alimentação e moradia, nos últimos dois meses. “Alguns alunos de projetos de extensão estão fazendo bicos como garçons à noite e outros buscando ajuda da família, se virando para continuar na faculdade”, ressaltou. Aluizian, é estudante de biologia e também não recebeu a bolsa do projeto de extensão que desenvolve, Cinema aos bairros carentes da cidade. “Mesmo com o corte de recursos, ainda não paramos. Dá pra continuar até o fim do semestre”, garantiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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