Política Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2019, 16h:28 | - A | + A

INVESTIGAÇÃO

Em sessão secreta, doleiro da Lava Jato depõe na CPI da Sonegação

Por 3 votos a 1, deputados decidiram que depoimento seria a portas fechadas.

Da Redação

O doleiro Lúcio Funaro está prestando depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a suspeita de sonegação de impostos e renúncias fiscais indevidas em Mato Grosso. No entanto, o depoimento ocorre a portas fechadas. A decisão foi tomada logo no início da sessão da CPI e, por 3 votos a 1, os parlamentares optaram por uma sessão secreta. Os parlamentares que votaram por impedir que a imprensa acompanhasse o depoimento foram Dilmar Dal Bosco, Janaína Riva e Nininho. Wilson Santos, presidente da CPI, votou pela sessão aberta.

 

Com a decisão, a sessão da CPI foi transferida do auditório Milton Figueiredo para a sala do Colégios Líderes. Sem saber sobre o que seria questionado, o doleiro Funaro achou estranho a decisão da CPI. "É estranho em um estado democrático de direito, uma sessão secreta. Outro dia, em uma CPI na Câmara Federal, eu falei abertamente" observou Funaro.

 

O presidente da CPI disse que foi surpreendido pelo requerimento de Dilmar, com aval da Procuradoria da Casa, para que a sessão fosse secreta. “Funaro foi convocado há mais de 20 dias e se colocou à disposição para colaborar. Foi uma surpresa desagradável", disse Wilson Santos.

 

Entenda 

 

Em depoimento no dia 28 de agosto à CPI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na Câmara dos Deputados, Funaro declarou que o empresário Joesley Batista, do grupo empresarial J&F, omitiu declarações em sua colaboração premiada firmada perante o Supremo Tribunal Federal relacionadas a fraude de pagamentos de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias em Serviços). A fraude de ICMS em Mato Grosso estaria vinculada ao pagamento de propina a agentes políticos para favorecimento indevido de um empresário de Várzea Grande.

 

De acordo com o presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), o foco principal das investigações é desvendar a existência de fraudes que possam subsidiar os órgãos de investigação e, ao mesmo tempo, contribuir para uma legislação mais segura e eficiente que permita ao estado, futuramente, reprimir a sonegação de impostos.

 

Wilson Santos informou que já solicitou o compartilhamento de documentos de operações realizadas em Mato Grosso para agilizar os trabalhos da Comissão. “Solicitamos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário informações sobre grandes operações realizadas em Mato Grosso, como a Operação Crédito Podre, Operação Caramuru e outras operações. Queremos o compartilhamento destes documentos para que possamos analisar o nível de sonegação. Há comentários de que a sonegação em Mato Grosso passa de R$ 2 bilhões ao ano”.

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