Política Quinta-Feira, 28 de Maio de 2020, 14h:04 | - A | + A

CRISE ENTRE PODERES

Emanuel ataca Mendes e diz que nunca proibiu fiscalização de hospitais

Ana Adélia Jácomo

Da Redação

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), classificou uma ação judicial impetrada pelo Governo do Estado contra a prefeitura como “leviandade de quem só quer atrapalhar”. O Governo busca garantir a fiscalização nos hospitais do município que possuam leitos de UTI voltados aos pacientes com coronavírus.

 

A ação, com pedido de liminar e multa diária de R$ 50 mil por descumprimento, foi protocolada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e tem como argumento o fato de que a entrada das equipes de supervisão hospitalar do Estado foi “impedida sem qualquer motivo plausível”.

 

“Que o Estado fale menos e faça mais. São ataques diários de quem não quer ajudar e só atrapalhar. Judicializaram, alegando que a prefeitura não permitiu que fiscalizassem as unidades de covid-19, sendo que é público e notório que eu entreguei um plano de mitigação. É muita leviandade. O Estado deve R$ 60 milhões à saúde municipal e não paga”, disparou o prefeito, em ataque ao governador Mauro Mendes (DEM).

 

As declarações foram dadas nesta quinta-feira (28) durante uma transmissão ao vivo, em que Emanuel anunciou as datas para retomada no funcionamento dos shopping centers, bares e restaurante de Cuiabá.

 

“Cuiabá foi a única cidade que fez um plano de prevenção. Está tudo lá, foi entregue ao Tribunal de Contas, Ministério Público e ao Governo do Estado. Fiz um protocolo essa semana convidando os membros da Rede de Controle para visitar os leitos destinados à covid-19. Tem pessoas que se movem por paixões politiqueiras eleitorais”, alfinetou ele.

 

Segundo o Estado, a equipe de supervisão hospitalar não conseguiu auditar as unidades, especificamente no Hospital Municipal de Cuiabá, no Hospital São Benedito e no Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá.

 

No processo, o Governo relatou que existe uma portaria do Ministério da Saúde autorizando a habilitação de leitos exclusivos para a covid-19, desde que a solicitação seja conjunta entre município e estado. Cada leito habilitado recebe uma quantia diária de R$ 1,6 mil para custeio e manutenção, valor que é custeado pelo Ministério da Saúde e pelo Governo do Estado.

 

“Entendemos que esse é o momento de unir forças, de somar os governos municipal, estadual e federal, com transparência e seriedade, mas um governo que deve R$ 60 milhões à Saúde de Cuiabá, e em vez de ajudar, quer atrapalhar e vem tecendo críticas, ataques gratuitos, diários, contra a gestão que está fazendo o dever de casa?”

 

O Governo do Estado divulgou nota oficial nesta quinta-feira (28) afirmando que pode “suspender o repasse do valor referente ao Cofinanciamento das diárias dos citados Leitos, o que poderá impactar na própria manutenção ou na diminuição do número de Leitos destinados aos pacientes Covid-19”.

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