Política Segunda-Feira, 18 de Junho de 2018, 14h:29 | - A | + A

"PROPINA NO PALETÓ"

Emanuel Pinheiro afirma que gravação recebendo dinheiro foi para "chantageá-lo"

De acordo com o prefeito, dinheiro foi colocado no paletó porque ele não estava preparado para recebê-lo

DA REDAÇÃO

 

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), prestou depoimento à Polícia Federal sobre o dinheiro recebido no gabinete de Sílvio Correa, no Palácio Paiaguás, na época em que Silval da Cunha Barbosa era governador do Estado. O prefeito afirmou que a gravação foi feita para "chantageá-lo", já que o dinheiro "era de seu irmão".

Segundo Emanuel Pinheiro, que aparece colocando dinheiro em um paletó nas gravações, voltou a afirmar que o valor recebido era de um pagamento de um serviço de pesquisa, realizado pelo irmão dele Marco Polo de Freitas, por meio do Instituto Mark, para o governo.

“Que tem convicção também, que Silvio gravou o declarante no vídeo, na mesma ocasião em que atendia outros parlamentares, para ter algo com o que chantagear o declarante”, disse no depoimento. Junto com Emanuel Pinheiro, outros deputados foram gravados recebendo dinheiro de Sílvio.


O próprio ex-governador já afirmou que o dinheiro entregue a Pinheiro era referente a pagamento de "extorsão". O valo seria para que os parlamentares aprovassem projetos de interesse do governo. O valor repassado para os deputados, incluindo o prefeito, conforme contou o ex-governador, foi na ordem de R$ 600 mil parcelado em 12 vezes.


Entre os beneficiados estavam os seguintes deputados, segundo Silval: Pedro Satélite (PSD), Airton Português (PSD), Dilmar Dal'Bosco (DEM), Ezequiel Fonseca (PP), Emanuel Pinheiro (PMDB), Hermínio J. Barreto (PR), Wagner Ramos (PSB), João Malheiros (PR), José Domingos (PSD), José Riva (à época, do PSD), Baiano Filho (PSDB), Mauro Savi (PSB), Romoaldo Júnior (PMDB), Walter Rabelo (PSD), Alexandre César (PT), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), Luiz Marinho Botelho (PTB), Carlos Antônio Azambuja (PP), Sebastião Rezende (PP), Luciane Bezerra (PSB), Teté Bezerra (PMDB), Ademir Brunetto (PT) e Gilmar Fabris (PSD).


Ainda de acordo com o depoimento de Emanuel Pinheiro à PF, o dinheiro foi colocado no "paletó" porque ele não foi preparado para recebê-lo. “Que o declarante ressalta que tanto não estava preparado para receber pagamento em espécie, que foi até o gabinete sem levar nada para acondicionar o dinheiro; Que recebeu a quantia entregue por Silvio Correa sem conferir, pois seu irmão Marco Polo não chegou a precisar quanto Silvio e Silval deviam, assim, qualquer valor pago já seria um atenuante que ajudaria num acordo final entre eles, acabando com o conflito que estava preocupando o declarante", contou.

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