Política Sexta-Feira, 14 de Fevereiro de 2020, 14h:21 | - A | + A

CPI DO PALETÓ

Ex-governador Silval Barbosa voltará à Câmara para falar sobre propina a Emanuel

Ex-governador vai depor no dia 2 de março. Trabalhos da CPI do Paletó voltaram após decisão judicial.

Suzi Bonfim

da Redação

(Foto: Reprodução)

silval cpi do paleto

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) retomada para investigar o suposto recebimento de propina pelo então deputado estadual e, atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), vai ouvir pela segunda vez o ex-governador Silval Barbosa. O depoimento na chamada CPI do Paletó está marcado para o dia 02 de março.

 

Na próxima quarta-feira (19), o primeiro depoimento na CPI será o de Silvio Corrêa, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, que fazia os pagamentos, segundo a denúncia. A primeira reunião do ano da Comissão foi realizada nesta sexta-feira (14), na sala das Comissões da Câmara de Cuiabá.

 

No mês de março, segundo o presidente da Comissão, vereador Marcelo Bussiki (PSB), estão agendados além do ex-governador Silval Barbosa, o servidor Valdecir Cardoso de Almeida, responsável por enquadrar a câmera usada para gravar Emanuel. Ele será ouvido no dia 9. Já no dia 16, será a vez de ouvir o ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanatta.  

 

Bussiki lembrou que as datas já haviam sido definidas desde o final de outubro do ano passado e estão mantidas. Já os dois requerimentos feitos pelo vereador Toninho de Souza, relator da comissão, que poderiam alterar esta programação, vão ser analisados daqui a uma semana, na sexta-feira (21). “Os quatro requerimentos recebidos hoje - dois de Toninho de Souza (PSD) e dois de Joelson Amaral (PSC) -  protocolados no Protocolo Geral da Câmara, por outros vereadores, vão ser analisados em um cronograma específico, após receber todos os requerimentos”, garantiu o presidente da Comissão. 

 

Toninho de Souza solicitou que a comissão atualize as informações e revalide os documentos já apresentados à comissão desde que foi instalada em novembro de 2017. “É preciso que o Ministério Público Federal (MPF) e o Estadual (MPE), o Poder Judiciário e a Polícia Federal prestem informações e compartilhem todos os documentos do processo de investigação para adiantar e auxiliar o trabalho da CPI com embasamento e segurança”, argumentou o vereador. 

 

Segundo ele, não dá pra avançar e tão pouco realizar novas diligências se não atualizar os documentos da comissão. Toninho requisitou também que a convocação dos depoimentos seja realizada só depois desta atualização dos dados.

 

O Sargento Joelson (PSC), membro da comissão, quer que as sessões sejam secretas e as decisões sejam tomadas de forma colegiada. Ele considera que o presidente está decidindo sozinho os encaminhamentos. 

 

A retomada do trabalho da CPI do Paletó acontece enquanto a Justiça analisa o recurso da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores para impedir que a investigação siga no Legislativo Municipal. 

 

Em 10 de janeiro, a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, concedeu liminar ao recurso impetrado pelo vereador Diego Guimarães (Progressistas) e ressaltou necessidade de retomada da CPI do Paletó justamente porque o atual mandato termina em dezembro de 2020.

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