Política Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 12h:14 | - A | + A

OPERAÇÃO RÊMORA

Ex-secretário Permínio Pinto e o empresário Alan Malouf prestam depoimento

Ao todo, são quatro réus e testemunha no processo de fraude em licitações de obras para construção e reforma de escolas em MT. Os depoimentos são na 7ª Vara Criminal

Suzi Bonfim

da Redação

 

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7ª Vara Criminal

 

À portas fechadas, sem acesso à imprensa e com proibição de fotos e entrevistas, a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Mendes, está ouvindo desde o início da manhã, o depoimento de quatro réus e uma testemunha da Operação Rêmora. O empresário Alan Ayoub Malouf foi o primeiro a depor. Em seguida, é a vez do ex-secretário estadual de Educação (Seduc), do governo Pedro Taques, Permínio Pinto Filho e o ex- assessor, Fábio Frigeri e o servidor efetivo da Seduc, Wander Luiz dos Reis  também vão ser ouvidos pela juíza na fase das alegações finais do processo. do esquema de pagamento de propina entre 2015 e 2016.

 

Deflagrada em maio de 2016, a Operação Rêmora investigou fraudes nos processos licitatórios da Seduc realizado a partir de outubro de 2015. Segundo as investigações pelo menos, 23 obras de construção e/ou reforma de escolas públicas foram fraudadas, no Estado. O valor das obras é de R$ 56 milhões.

 

Já foi comprovado que após o pagamento, por parte da Seduc, aos empreiteiros o um percentual que, inicialmente, de 5%, depois de 3%, era devolvido. O empresário,   Giovani Belatto Guizardi, era o arrecadador da propina dividida pela organização criminosa. 

 

O empresário foi o primeiro a fechar acordo de colaboração premiada na Rêmora. Ele citou a participação do ex-secretário Permínio Pinto, além de ter indicado que o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e o ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Guilherme Maluf (ex-PSDB) teriam sido beneficiados com parte das propinas pagas pelos empresários.














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