Política Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 10h:18 | - A | + A

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

"Falta muito pouco para concluir as investigações", garante procurador

MPE diz que inquéritos ficaram quase dois anos no Poder Judiciário

Suzi Bonfim

da Redação

 

pnbonline

Domingos Sávio

 

O coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), no Ministério Público Estadual (MPE),  procurador de Justiça, Domingos Sávio, afirmou que falta muito pouco para concluir a investigação das denúncias de escutas ilegais, no Estado, no caso conhecido com Grampolândia. “Em menos de 30 dias podemos concluir as investigações. Já no início da semana, algumas providências vão ser anunciadas” assegurou. Sávio disse que até mesmo os supostos envolvidos no caso querem esclarecer o caso.

 

“Na quarta-feira (10) uma comitiva de promotores me procurou implorando para que se dê continuidade e encerre as investigações o mais rápido possível”, destacou o procurador e elencou quem esteve no gabinete dele: Ana Cristina Bardusco Silva (procuradora de Justiça - Gaeco); Samuel Frungilo (promotor de Justiça - 21ª Criminal Cuiabá); Januária Dorileo (promotora de Justiça-14ª Criminal Cuiabá) Carlos Roberto Zarour Cesar (promotor de Justiça-Gaeco). O promotor de Justiça da 12ª Cível da Capital, Marco Aurélio de Castro, em férias, também se manifestou por meio de mensagem, solicitando agilidade.  O coordenador do Naco informou que eles já foram investigados pela Corregedoria do MPE e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). 

 

Domingos Sávio, deixou claro que os inquéritos só retornaram ao Ministério Público depois de quase dois anos parados no Poder Judiciário. “Só recebemos de volta dos inquéritos em 08 de julho, deste ano. Durante os quatro meses e meio,  que os inquéritos estiveram aqui nós investigamos, fizemos inúmeras diligências, ouvimos pessoas, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tirou das nossas mãos (em outubro de 2018) e, só agora, podemos prosseguir”, constatou.

 

Ele lembrou que as notícias crimes da OAB/MT chegaram ao MP em 22 de junho, de 2017 e, depois de 4,5 meses foram avocadas pelo STJ onde ficaram por 1,5 ano e, quando as denúncias voltaram ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em abril deste ano, foram mais 45 dias para análise do pedido de desapensamento dos quatro inquéritos. O parecer do TJ foi contrário, neste sentido. 

 

O coordenador do Naco Criminal, reafirmou ainda, que é contra o acompanhamento da OAB/MT nas investigações, mas vai cumprir a determinação do desembargador Orlando Perri. “Somos contra mas, não vamos fazer nenhum obstáculo. A OAB/MT, não é assistente na acusação, não é investigada, não pode investigar. O questionamento é apenas de ordem jurídica. Não se pode esquecer que a OAB é apenas noticiante. O Código Penal diz que o noticiante leva a notícia crime e sai de cena”, ressaltou Domingos Sávio atestando também que não há razão para o confronto entre o MP e OAB. “Temos que estar do mesmo lado”. 

Copyright 2018 PNB ONLINE - Todos os direitos reservados. Logo Trinix Internet