Política Quarta-Feira, 12 de Junho de 2019, 14h:19 | - A | + A

SAÚDE PÚBLICA

Hospitais públicos de Cuiabá não atendem demanda de média complexidade

O coordenador da Frente Parlamentar de Saúde (AL-MT), deputado dr. João diz que a situação é preocupante

Suzi Bonfim

da Redação

Em Cuiabá, o atendimento à média complexidade é um dos grandes gargalos da saúde e a situação pode ficar ainda pior, considerando que esta demanda não é absorvida pelos hospitais públicos do município. O hospital estadual Santa Casa, que volta a funcionar sob a gestão do governo de Mato Grosso, inicialmente, vai atender apenas casos de alta complexidade. A informação é do coordenador da Frente Parlamentar da Saúde, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), deputado João José de Matos, o dr. João (MDB), em entrevista ao jornalista Antero Paes de Barros, na rádio Capital FM.

De acordo com o parlamentar, a Santa Casa de Misericórdia, antes do fechamento, em março deste ano, atendia 60% dos pacientes do Estado, no ambulatório de especialidades e de média complexidade, casos como de hérnia e visícula. “Não há outro hospital para atender esta demanda. O Hospital Geral Universitário, não vai dar conta e o Hospital Júlio Muller, não comporta. A Santa Casa vai ter que retomar ambulatório de especialidades ou então vai ser complicado”, admitiu o coordenador da Frente Parlamentar da Saúde. Ele acredita que a Santa Casa vai ser reaberta até o fim deste mês.

Já no interior do Estado, segundo o deputado, alguns municípios onde os consórcios intermunicipais de saúde estão funcionando há resultados positivos. Um exemplo, é o município de Água Boa (7471 km de Cuiabá). “O hospital regional é excelente, com dois centros cirúrgicos. No mês de maio foram feitas quase 300 cirurgias eletivas. Já em Sinop (500 km da capital), não há fila para cirurgia ortopédica. O Hospital Santo Antônio tem estrutura para fazer cirurgia cardiaca”, constatou dr, João que apontou a situação preocupante do hospital, em Barra do Bugres (130 km de Cuiabá).

Em Sinop e Rondonópolis, do deputado afirma que com a ´saída das organizações sociais e gestão da secretaria Estadual de Saúde, melhorou a qualidade do serviço e aumentou o número de atendimentos. “A mudança gerou uma economia foi de R$ 1 milhão com a redução do desperdício. Gastava-se mais de R$ 4 milhões, em Sinop, com o atendimento ruim e precário. O valor caiu para R$ 2,8 milhões com um atendimento maior e de melhor qualidade”, assegurou.

Atualmente, o problema maior da Saúde para o Estado é o déficit de R$ 600 milhões dos anos de 2017 e 2018 e a demanda de R$ 80 milhões, por mês, para resolver a parte funcional, sem contar a folha de pagamento.

Dep. Estadual dr. João (MDB)

 

 

 

 

 

 

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