Política Quinta-Feira, 14 de Março de 2019, 11h:10 | - A | + A

ALVO DE CASSAÇÃO

"Houve um exagero absurdo. Lamento que MPE aja assim"

Em conversa com a imprensa, Romoaldo Junior se disse surpreso com o teor de pedido do MPE

DOUGLAS TRIELLI

DA REDAÇÃO

JLSIQUEIRA / ALMT

Romoaldo Junior

O deputado estadual Romoaldo Júnior

O deputado estadual Romoaldo Junior (MDB) criticou o pedido de afastamento do cargo e de cassação de seu mandato pelo Ministério Público do Estado (MPE).

O documento, assinado pela promotora Daniela Berigo Büttner Castor, do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, é resultado da Operação Ventríloquo, que investigou desvios de R$ 9,48 milhões da Assembleia Legislativa nos anos de 2013 e 2014.

Segundo Romoaldo, houve exagero por parte da promotora. Ele se disse surpreso com o teor do pedido.

"Recebi com surpresa. A gente já responde a essa ação desde 2015. Eles alegaram que eu poderia atrapalhar as investigações. Se eu já respondo desde 2015 e não fui afastado quando pediram o criminal, não tem porque pedir agora. Estão oferecendo uma denúncia. Eu acho que houve um exagero absurdo por parte dela. Não me nego a responder", disse ele em conversa com a imprensa, nesta quinta-feira (14).

"Isso vir do Ministério Público é normal. Eu sou da velha guarda e eles querem eliminar qualquer um que seja do passado. E muitas vezes eles não concordam que o eleitor tenha me reconduzido ao cargo, mesmo que de início na condição de suplente", afirmou.

Além de Romoaldo, figuram como parte da ação ex-parlamentares José Riva, Mauro Savi e Gilmar Fabris e ainda outros servidores da Assembleia.

A promotora pede que os réus na Operação Ventríloquo devolvam o montante de R$ 19,8 milhões aos cofres públicos, a título de restituição de valores desviados e dano moral coletivo.

Romoaldo disse que os pagamentos alvo da investigação foram assinados com aval da Procuradoria da Assembleia.

"Vou aguardar a decisão da Justiça e tenho certeza que eles vão me dar todas as condições de defesa. Até porque quando assinei esse pagamento, assinei na condição de substituto da presidência, com parecer favorável da Procuradoria da Casa para fazer o pagamento", disse.

"Então, fiquei muito surpreso dela pedir o afastamento e a cassação do mandato, sendo que os fatos ocorridos foram em outro mandato, em 2014. De lá pra cá já fui reeleito, voltei agora de novo. Tenho certeza que vamos ter condições de defesa e lamento que o Ministério Público aja assim. Tenho certeza que o Tribunal de Justiça vai me dar condição de me defender e mantendo meu cargo, que não é meu, é da população que me elegeu", completou.

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