Política Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 18h:24 | - A | + A

PROTESTO

Instituições mato-grossenses integram Greve Nacional da Educação

“Bolsonaro, a culpa é sua. Porque a aula hoje é na rua”, entoaram os manifestantes

Safira Campos

DA REDAÇÃO

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Nesta quarta-feira (15), em protesto contra o contingenciamento de 30% das verbas de custeio das instituições federais de ensino em todo o país, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 30 de abril, estudantes, técnicos, professores e sindicalistas se reuniram na Praça Alencastro no centro de Cuiabá. O ato esteve em consonância com um movimento ocorrido em todo o país, a Greve Nacional da Educação, que contou com a participação de pelo menos outras 75 instituições federais.

 

Em meio a palavras de ordem contra os cortes na educação, os manifestantes também protestaram contra a Reforma da Previdência, atualmente em tramitação no Congresso. Manifestantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) convocaram a adesão de professores e estudantes à greve geral, programada para junho.

 

Para a professora de Comunicação Social na UFMT, Denize Dall’ Bello, a unificação de professores, funcionários e estudantes no ato de hoje é importante diante da atual conjuntura do país: “eu tenho grande preocupação porque nós estamos lidando com um grupo de pessoas no governo que não têm propostas e que tem como único objetivo criar o caos. Esse é o momento de unificarmos nossas forças”, comentou a professora.

 

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Quem também também esteve presente no ato foi o deputado estadual, Lúdio Cabral (PT), que destacou a atuação dos estudantes no protesto: “este é o despertar da juventude brasileira para as maldades que este governo vem cometendo. O governo tem dito claramente que pretende destruir com o sistema educacional do país e as ruas estão respondendo a tudo isso”.

 

Além disso, houve protestos contra o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), que não tem mantido uma boa relação com os trabalhadores do ensino público do estado. A classe discutiu indicativo de greve esta semana em reunião no sindicato.

 

BALBÚRDIA NA UFMT

A utilização do termo ‘balbúrdia’ pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, para se referir a universidades federais causou reação nas comunidades acadêmicas de todo o país. Professores, alunos e ex-alunos iniciaram uma onda de compartilhamento de pesquisas e ações de relevância nas redes sociais.

Em Mato Grosso, estudantes da UFMT têm divulgado pesquisas acadêmicas em um perfil do Instagram denominado ‘Balbúrdia na UFMT’. Nas dezenas de posts que já constam no perfil, há pesquisas e iniciativas de diversas áreas como o curso de Comunicação Social que criou uma plataforma de compartilhamento gratuito de produções audiovisuais e  o curso de Enfermagem que desenvolve um projeto de Palhaçoterapia no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) e auxilia na humanização do atendimento aos pacientes.

 

MPF

 

Hoje, pela manhã, o Ministério Público Federal (MPF), já havia considerado inconstitucional o bloqueio imposto pelo MEC. Para a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do MPF, o corte de recursos foi feito de modo desigual e é desproporcional ao contingenciamento sofrido pela pasta.

 

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