Política Quarta-Feira, 01 de Julho de 2020, 18h:01 | - A | + A

PRISÃO

Investigação aponta que Teis desceu 16 andares para tentar destruir provas

Waldir Teis foi preso a pedido do Ministério Público Federal e a ordem de prisão foi proferida pelo ministro Raul Araújo, relator da Operação Ararath no STJ.

Da Redação

Thiago Bergamasco/Agência Phocus / TCE-MT

Waldir Teis

 

O conselheiro afastado Waldir Julio Teis, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira, tentou se desfazer de documentos no momento em que policiais cumpriam um mandado de busca no escritório dele, em Cuiabá. De acordo com a investigação, enquanto os policiais faziam uma varredura no escritório, Teis desceu correndo 16 andares de escada e tentou destruir cheques assinados em branco e canhotos de cheques. Segundo o Ministério Público Federal, Teis foi flagrado com fotos e vídeos tentando jogar o material em uma lixeira do prédio.

 

Waldir Teis foi preso a pedido do Ministério Público Federal e a ordem de prisão foi proferida pelo ministro Raul Araújo, relator da Operação Ararath no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A prisão foi motivada por um relatório da Polícia Federal que revelou os indícios de que o conselheiro tentou embaraçar as investigações, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em seus endereços. O conselheiro, que é investigado por corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, foi denunciado nessa terça-feira (30) pela conduta que levou à prisão preventiva.

 

Em 17 de junho, cumprindo as medidas cautelares autorizadas pelo STJ, policiais federais e membros do MPF estiveram em 19 endereços ligados aos investigados da Operação Ararath. Naquele dia, quando Teis foi flagrado tentando destruir as provas, ele só não foi preso em flagrante porque tem imunidade que restringe a possibilidade de prisões quando se tratar de crimes afiançáveis.

 

Na investigação, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram que os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro é suspeito de integrar. Os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil. Na decisão, o ministro Raul Araújo apontou indícios de materialidade e autoria dos crimes investigados e decretou a prisão preventiva do conselheiro do TCE/MT para a garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e também pelo perigo gerado pelo investigado contra a elucidação dos fatos.

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