Política Quinta-Feira, 14 de Março de 2019, 09h:28 | - A | + A

EMPREITEIRA NA SANTA CASA

"Isso é coisa de rádio corredor. Nunca tivemos nove engenheiros"

Antônio Preza rebateu informações de presidente de sindicato durante depoimento na Câmara

DOUGLAS TRIELLI

DA REDAÇÃO

Ednei Rosa/CMC

Antonio Preza

O ex-diretor da Santa Casa de Misericórdia, Antônio Preza

O ex-diretor da Santa Casa de Misericórdia, Antônio Preza, classificou como fofoca as declarações do presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen), Dejamir Souza Soares, de que haveria nove engenheiros na unidade filantrópica e uma empreiteira ligada a um político.

 

Em entrevista à rádio Capital FM, nesta quinta-feira (14), Preza disse que existem cinco engenheiros contratados, sendo que dois são obrigados por lei.

 

“Isso é outra coisa de rádio corredor. Nunca tivemos nove engenheiros. Temos três engenheiros que fazem manutenção do prédio. Temos um engenheiro de saneamento, que trabalha com a vigilância sanitária e um do trabalho, que é obrigado a ter pela lei. Tem cinco, mas dois são pela lei, outros ficam de plantão quando tem problemas. Não tem nove”, disse ele.

 

Já quanto a empreiteira, o ex-diretor confirmou, mas disse que a contratação ocorreu para realização de uma reforma do espaço e que ocorreu com a unidade em funcionamento. Ele negou haver participação de políticos no processo.

 

“Tenho escutado tanta barbaridade, porque não existe isso. A empresa que ele se refere foi a que foi contratada apenas para mão de obras, o material para reformar todo o espaço foi doado pela Pró-Vida e contratamos essa empresa de mão de obras. E em um hospital que estava em funcionamento, eles estavam trabalhando de manhã, tarde e noite por isso e fizemos o trabalho em 50 dias e isso não tem nada de irregular”, afirmou.

 

As declarações

 

O presidente do Sinpen, Dejamir Souza Soares, afirmou nesta semana que existe a possibilidade de ocorrer lavagem de dinheiro dentro da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. O enfermeiro disse que descobriu, por uma fonte, que na unidade existe uma construtora de um político mato-grossense.

 

Segundo ele, na folha de pagamento existe nove engenheiros civis.

 

“Dos super-salários, descobri na folha de pagamento da Santa Casa nove engenheiros civis e não entendia isso, mas nesta semana descobri que existe plantada na estrutura da Santa Casa uma construtora que pertence a um político de Mato Grosso”, disse.

 

Para o profissional, foi a partir daí que ele começou a entender o motivo pelo qual as emendas parlamentares devem passar pela Santa Casa.

 

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