Política Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 08h:47 | - A | + A

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Membro do MP teria autorizado escuta com assinatura falsa

Investigações estão em andamento no MP e na Polícia Civil. Lesco acusou o promotor Marco Regenold autor da falsificação de documento

Suzi Bonfim

da Redação

As investigações estão em andamento para apurar a ação de promotores e procuradores do Ministério Público Estadual (MPE). Uma doação de placas eletrônicas pelo ex-procurador-geral de Justiça Paulo Prado para o sistema de escutas do Núcleo de Inteligência Clandestino montado sob o comando do coronel Zaqueu Barbosa assim como a autorização de escutas ilegais de políticos como o então, deputado José Geraldo Riva e a filha dele, Janaína Riva, do ex vice-governador Carlos Fávaro.

 

Os nomes  foram apontadas, mais especificamente, no reinterrogatório do coronel Evandro Lesco como o dos promotores Marco Aurélio Castro, Célio Wilson e Marcos Regenold. “Se não fosse a doação das placas pelo procurador Paulo Prado Gaeco, não estaríamos aqui” alegou o coronel Evandro Lesco no reiterrogatório desta terça-feira (16), na 11ª Vara Especializada da Justiça Militar. Lesco acusou o promotor Marcos Regenold como autor da falsificação de assinatura do cabo Gerson para realização de escutas telefônicas ilegais, como barriga de aluguel e revelou interceptações feitas em outras operações do Ministério Público, anteriores a 2014, como a Operação Imperador, em 2010. 

 

Questionado sobre se as operações elencadas pelo militar podem ser colocadas em xeque considerando o uso de interceptações telefônicas ilegais, o promotor Vinicius Gaiva, disse que Evandro Lesco generalizou as ações do Ministério Público. “Coloca em xeque a credibilidade de quem falou isso porque generalizou algo que ele (Lesco) está apontando em uma situação concreta. Trata-se de outros fatos, em outras circunstâncias. O que não significa que não vai ser investigado. Para este processo de crime militar é inócuo. As citações envolvendo o Gaeco têm que ser investigadas, mas, não aqui. O objetivo parece que é este: estender para outras operações a possibilidade de anulação”, ressaltou o promotor.


Também são acusados no inquérito militar, o coronel Ronelson Jorge de Barros e o tenente coronel Januário Antônio Edwiges Batista.

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