Política Quarta-Feira, 22 de Julho de 2020, 14h:01 | - A | + A

ATIRA PRIMEIRO E PERGUNTA DEPOIS

Mendes critica supostas precipitações do MP e acaba expondo a polícia

Ana Adélia Jácomo

Da Redação

Christiano Antonucci

Governador Mauro Mendes

 

O governador Mauro Mendes (DEM) criticou a atuação do Ministério Público Estadual (MPE) nesta quarta-feira (22) ao afirmar que os promotores devem se atentar ao diálogo com os gestores públicos, antes de ingressarem com pedidos de ações na Justiça. 

 

Na tentativa de exemplificar as ações supostamente precipitadas do órgão de controle, ele acabou também expondo de forma pejorativa os policiais ao dizer que o MP é igual a polícia, que “atira primeiro e pergunta depois”, disse ele em entrevista à Rádio Capital.

 

Mendes falava sobre a alta no preço dos medicamentos durante a pandemia do novo coronavírus e sobre a possibilidade de, no futuro, ser responsabilizado em ações de improbidade administrativa. Ele exemplificou que há medicamentos que custavam R$ 10, mas têm sido vendidos a R$ 30.

 

“Eu não tenho essa preocupação [responder por improbidade], porque quando você está fazendo a coisa correta, em tese, você não tem que se preocupar. Agora, o Ministério Público tem que agir com seriedade, como eu tenha certeza que é sério, e não pode ficar assim... tem dúvida? Vai lá, pergunta para o gestor, pede esclarecimento, antes de fazer aquelas coisas espetaculosas como algumas vezes a gente já viu por aí acontecendo. É como se fosse a polícia: atira primeiro e pergunta depois”, disparou o governador.

 

Mendes disse que o Ministério da Saúde, sob o comando do general Eduardo Pazuello, está confeccionando um registro de preço em uma ata única para que os Estados possam comprar dos laboratórios cadastrados, e evitar assim discrepâncias nos preços praticados.

 

“Fui a Brasília, falei com o ministro que foi muito gentil, espetacular, gostei dele. É um general e muita gente fala: ‘Ah, ele não é médico”, mas se mostrou muito proativo, dinâmico. Todo mundo ficou desesperado no Brasil inteiro e o ministério está fazendo essa ata única”, completou.

 

“Começou a faltar matéria-prima no Brasil e no mundo todo, e os insumos vem de dois lugares: da Índia ou da China. Os preços subiram, os gestores públicos estão com medo de comprar. Como que você faz? Se comprar, daqui a pouco o Ministério Público está falando que houve confusões. É muito complicado”, disse ele.

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