Política Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 09h:55 | - A | + A

REAÇÃO A PRONUNCIAMENTO

Mendes descarta ‘conselho’ de Bolsonaro e diz que restrições continuam em MT

Governador disse que vai continuar obedecendo as regras de isolamento e as recomendações de autoridades sanitárias, como a OMS.

Ana Adélia Jácomo

Da Redação

Reprodução

Mauro Mendes

 

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) classificar os cuidados adotados pelos governos estaduais no combate ao coronavírus como “histeria” por causa de uma “gripezinha”, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) se posicionou afirmando que as medidas de isolamento social serão mantidas no Estado.

 

Em ataque direto à imprensa nacional, Bolsonaro disse que os jornalistas têm disseminado a “sensação de pavor” e que o isolamento social vai criar uma grande crise econômica no país. Mendes, por meio de uma curta nota oficial, disse que irá continuar obedecendo as regras de isolamento, recomendações de autoridades sanitárias, como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

“Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, disse o governador.

 

Mendes adotou diversas medidas emergencias, além de decretar estado de calamidade públicaPara prevenir a disseminação do coronavírus, causador da Covid-19, ele determinou a redução da jornada de trabalho dos servidores público, que passaram a atuar das 7h30 às 13h30. Veja AQUI as medidas.

 

Em seu discurso na manhã desta quarta-feira, presidente voltou a atacar os governadores e prefeitos e afirmou que eles cometem “crimes” ao proibir a abertura de comércios e pediu a "volta à normalidade" e o fim do "confinamento em massa".

 

"O que estão fazendo no Brasil, alguns poucos governadores e alguns poucos prefeitos, é um crime. Eles estão arrebentando com o Brasil, estão destruindo empregos. E aqueles caras que falam 'ah, a economia é menos importante do que a vida'. Cara pálida, não dissocie uma coisa de outra", afirmou o presidente a jornalistas na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.

 

Leia o pronunciamento do presidente na íntegra:

 

Desde quando resgatamos nossos irmãos em Wuhan, na China, em uma operação coordenada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, surgiu para nós um sinal amarelo. Começamos a nos preparar para enfrentar o coronavírus, pois sabíamos que mais cedo ou mais tarde ele chegaria ao Brasil.

 

Nosso ministro da Saúde reuniu-se com quase todos os secretários de Saúde dos estados para que o planejamento estratégico de combate ao vírus fosse construído e, desde então, o doutor Henrique Mandetta vem desempenhando um excelente trabalho de esclarecimento e preparação do SUS para atendimento de possíveis vítimas.

 

Mas, o que tínhamos que conter naquele momento era o pânico, a histeria. E, ao mesmo tempo, traçar a estratégia para salvar vidas e evitar o desemprego em massa. Assim fizemos, quase contra tudo e contra todos. Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro chefe o anúncio de um grande número de vítimas na Itália, um país com grande número de idosos e com um clima totalmente diferente do nosso.

 

Um cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalha-se pelo nosso país. Contudo, percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou seu editorial. Pedem calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira.

 

É essencial que o equilíbrio e a verdade prevaleçam, entre nós. O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, como proibição de transporte, fechamento de comércio e confinamento em massa.

 

O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade. 90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos, sim, é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nossos queridos pais e avós.

 

Respeitando as orientações do Ministério da Saúde. No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico daquela conhecida televisão.

 

Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença. O FDA americano e o Hospital Albert Einsten, em São Paulo, buscam a comprovação da eficácia da cloroquina no tratamento do Covid-19.

 

Nosso governo tem recebido notícias positivas sobre este remédio fabricado no Brasil e largamente utilizado no combate à malária, lúpus e artrite. Acredito em Deus, que capacitará cientistas e pesquisadores do Brasil e do mundo na cura desta doença. Aproveito para render as minhas homenagens a todos os profissionais de saúde.

 

Médicos, enfermeiros, técnicos e colaboradores que, na linha de frente nos recebem nos hospitais, nos tratam e nos confortam. Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o início, venceremos o vírus e nos orgulharemos de estar vivendo neste novo Brasil, que tem tudo, sim, para ser uma grande Nação.

 

Estamos juntos, cada vez mais unidos, Deus abençoe nossa pátria querida.

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