Política Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 07h:15 | - A | + A

GRAMPOLÃNDIA PANTANEIRA

Militares afirmam que Gaeco solicitou interceptações telefônicas

Foram mais de seis horas de reinterrogatório do coronel Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco. O cabo Gerson Corrêa vai falar hoje à tarde.

Suzi Bonfim

da Redação

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Zaqueu  Barbosa

 

Uma história mirabolante que só encontra explicação no desejo de poder dos envolvidos e certeza de impunidade na atuação criminosa: a interceptação telefônica em Mato Grosso, denominada Grampolândia Pantaneira. Assim, o reiterrogatório de dois acusados nesta terça-feira (16), na 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar, no Fórum de Cuiabá, relembrou como foi montado o sistema de escutas telefônicas ilegais de políticos, advogados, jornalistas e pessoas da família do ex-governador Silval Barbosa.

 

Os mentores: o ex-governador Pedro Taques e o ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques. Promotores e procuradores do Ministério Público, ligados ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) determinaram escutas de forma legal e ilegal, chamada de barriga de aluguel, de acordo com o coronel Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco que junto com o cabo Gerson Corrêa executaram o esquema na instalação de um Nùcleo de Inteligência Clandestino. 

 

O objetivo deste novo interrogatório era a apresentação de fatos por parte dos militares, o coronel Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco, os primeiros a falar. O cabo Gerson Corrêa Júnior vai ser ouvido pela terceira vez, nesta quarta-feira, a partir da 13h30. Porém, os processos de acusação na esfera militar não incluem a interceptação telefônica entre os crimes analisados no âmbito da corporação: movimento de tropa ou ação militar(pena 3 a 5 anos reclusão); falsificação

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Zaqueu  Barbosa

 

de um documento público ( pena 2 a 6 anos); falsidade ideológica e crime de prevaricação.

 

Para o promotor Vinícius Gaiva, a repercussão das declarações vai ser analisada  no julgamento da Justiça Militar, nos dias 14, 15 e 16 de agosto, mas, os acusados neste depoimento, apenas confessaram a participação. “O que podemos ver como novo e que pode, eventualmente, garantir uma redução de pena, é a mera confissão do envolvimento deles na prática dos crimes”, considerou o  promotor lembrando que o processo é de 2017 e, somente agora, os acusados interessados no benefício da colaboração solicitaram o reinterrogatório. “Às vezes o conteúdo da delação pode não ser aceito pelo Ministério Público para efeito de benefícios de redução de pena no caso concreto do processo. O que não significa que o conteúdo vai ser desconsiderado. Há investigações do Ministério Público e da Polícia Civil a cerca dos fatos”, garantiu Gaiva.   

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