Política Sexta-Feira, 15 de Março de 2019, 20h:07 | - A | + A

OPERAÇÃO RÊMORA

Permínio diz que a ideia do esquema na educação começou por Alan Malouf

Ainda em depoimento, o ex-secretário da educação disse que o esquema acabou pela truculência de um dos empresários envolvido

DA REDAÇÃO

 

O ex-secretário de Educação de Mato Grosso, Permínio Pinto, foi ouvido na tarde desta sexta-feira (15) na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Permínio foi preso pela ação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que descobriu o escândalo de corrupção na Educação durante a Operação Rêmora.  

 

Permínio confessou a juíza Ana cristina Mendes, a existência de um esquema de corrupção para quitar dívidas de campanha do ex-governador Pedro Taques (PSDB). Entre os empresários envolvidos no esquema estaria Alan Ayoub Malouf, que também chegou a ser preso.

 

Além disso, o ex-secretário narrou que depois da vitória de Pedro Taques nas eleições de 2014, ele compôs a equipe de transição, na área da educação. Disse ainda que Alan tratou da sua colocação ao cargo de secretário e que ele poderia fazer uma complementação do salário no valor de R$ 30 mil.

 

Assim, um trato estaria se revelando, o objetivo seria tirar dinheiro da Educação com para que recebessem de volta os valores investidos na campanha de Taques.

 

“Alan Malouf me deu garantias de que tudo seria feito, tanto o nome dele quanto o meu seriam preservados. Ele me apresentou o senhor Giovani Guizardi, como sendo uma pessoa que poderia, através de diversos prestadores de serviços da Secretaria de Educação, fazer a captação de recursos ilícitos, que viesse fazer frente a este salário que fosse pago”, disse Permínio.

 

Permínio afirmou que sua função era na execução de contratos, cobrando propina das empresas vencedoras. E que Malouf garantiu que o esquema poderia gerar um recurso na ordem de R$ 1 milhão.

 

De acordo com o ex-secretário, no final de 2015 ele teve a dimensão do problema, porque o Giovani tratava os prestadores de serviços de maneira truculenta.

 

“Ele realizava uma cobrança de forma truculenta junto aos empresários. Depois chamei Fábio e disse: não quero saber deste rapaz aqui dentro. Vamos encerrar este negócio aqui. Eu não queria mais substituir as empresas, queria acabar com as ilicitudes que estavam acontecendo e sugeri que Fábio fizesse isso. Isso ocorreu em janeiro de 2016 e as operações ilícitas se encerram”, declarou Permínio.

 

O ex-gestor ainda afirmou que tem mais informações sobre o esquema. “Após a saída da Giovani ocorreram outros fatores, mas não posso revelar em decorrência de detalhes sigilosos da delação”, esclareceu Permínio.

 

No início do depoimento, o ex-secretário enfatizou que teve orientação de sua defesa para realizar uma delação.

 

 “Após ficar retido durante 5 meses no centro de custodia, eu depois de muita reflexão, conversa com minha família e orientação da minha defesa nós peticionamos no Gaeco para que iniciasse esse processo de colaboração”, disse Permínio.

 

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