Política Terça-Feira, 14 de Maio de 2019, 16h:36 | - A | + A

DESAQUECIMENTO

PIB não chega a 1% e deixa em alerta políticos em MT

Governo deve arrecadar menos com queda na atividade econômica

Suzi Bonfim

DA REDAÇÃO

PNB Online

Governador.jpeg

 

O corte no orçamento das instituições federais de educação e no programa habitacional Minha Casa Minha Vida anunciado pelo Governo Federal pode ser, apenas, a ponta do iceberg no processo de desaquecimento da economia brasileira. A situação é vista com preocupação pelas autoridades em Mato Grosso já que reflete, diretamente, na capacidade de investimento e, consequente, arrecadação dos cofres públicos.

 

Para o senador Jaime Campos a situação é lamentável. “Eu vejo com muita tristeza. Cortar recursos do orçamento da União, tanto no programa habitacional como na educação, é de se lamentar. O Governo Federal tem estabelecer as suas prioridades na geração de emprego e renda. É obvio que sabemos das suas dificuldades pelo fato de que a própria economia brasileira está sinalizando que o PIB (Produto Interno Bruto) não vai chegar a 1%. Isso é muito ruim”, constatou Campos durante a cerimônia de inauguração da UPA do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, nesta terça-feira (14.05).

 

De acordo com o governador Mauro Mendes, a instabilidade brasileira vem se acentuando, nos últimos anos, provocando o baixo crescimento econômico. “Tivemos uma profunda crise nos anos de 2015 e 2016 e, essa dificuldade em reencontrar o caminho do crescimento econômico e da geração de emprego pode trazer mais problemas. A economia diminui e a arrecadação dos governos federal, estadual e municipal, também diminui. Isso poderá trazer  graves problemas para todos nós”, prevê Mauro Mendes.

 

Reforma x Crescimento

 

Para Campos, o Governo Federal tem que fazer reformas urgentes, como a tributária e da previdência, para atrair novos investimentos do mercado internacional. “Temos que aprovar as reforma para que o Brasil volte a atrair o capital estrangeiro para investir no país”, ressaltou. “Infelizmente, se dependermos do Governo Federal para investir, não sobra quase nada. 3% de toda a riqueza brasileira para investimentos é muito pouco diante do enfrentamento que temos que fazer na infraestrutura, saúde e educação, no setor elétrico e habitacional”, afirmou o senador por Mato Grosso.

 

Mauro Mendes, reconhece que, neste momento, não há muito o que se fazer: “Não adianta espernear, fazer protesto. Temos que trabalhar com seriedade e aprovar as reformas”, considerou o governador. Ele destacou ainda que como o estado brasileiro não produz riquezas, não pode ficar gastando mal, gastando muito e, cada vez mais, avançar no bolso do cidadão e das empresas. “Nós temos que fazer com que o Estado seja mais eficiente, parar de gastar com o que não produz resultado para, efetivamente, devolver serviços melhores para a sociedade”,

 

Em Mato Grosso, segundo o governador, algumas medidas “silenciosas” estão sendo adotadas para cortar gastos e reduzir de despesas. “Já existe um sinal claro de que o PIB, a atividade econômica, está em franco declínio e, se isso realmente, se confirmar vai afetar a arrecadação. E, se entra menos dinheiro temos que cortar mais despesas”, justificou. A alternativa, segundo Mendes, é  aprovar a reforma da previdência para melhorar o ambiente econômico e quem sabe voltar a crescer.

 

 

Nas instituições federais de ensino o contingenciamento no orçamento da União é de 30%. Já no programa Minha Casa Minha Vida, a previsão de recursos para o Estado era de R$ 1 bilhão, desse total, R$ 100 milhões seriam para subsídios.  Com o contingenciamento, esse valor caiu para cerca de R$ 70 milhões. Já o orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinado ao programa, para todo o Brasil, mudou de R$ 6,5 bilhões para R$ 4,1 bilhões.

 

“O subsídio é dado aos clientes do programa e é um facilitador para que eles consigam financiar uma casa. Para uma casa de R$ 100 mil, o subsídio era de R$ 30 mil e hoje não está disponível. O Minha Casa Minha Vida é um dos melhores programas para gerar emprego e movimentar a economia. O programa corresponde a 70% do mercado imobiliário brasileiro e cerca de 50% da construção civil, que é uma das grandes geradoras e de emprego e renda”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon MT), Julio Flávio Campos de Miranda, já prevendo o impacto no setor com o corte de recursos.

 

 

 

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

Copyright 2018 PNB ONLINE - Todos os direitos reservados. Logo Trinix Internet