Política Quarta-Feira, 01 de Julho de 2020, 11h:37 | - A | + A

URGENTE

Polícia Federal prende o conselheiro afastado Waldir Teis

Teis é acusado de tentar obstruir trabalho da Justiça. Ele tentou jogar no lixo talões de cheques durante Operação Ararath.

Da Redação

Thiago Bergamasco/Agência Phocus / TCE-MT

Waldir Teis

 

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (01.07) o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado Waldir Julio Teis. Ele é acusado de "embaraço à investigação de infração penal" por tentar esconder documentos durante a 16ª fase da Operação Ararath. O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Teis ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira. 

 

A denúncia descreve a tentativa do conselheiro afastado de embaraçar a atividade da polícia judiciária que, no dia 17 de junho, cumpria mandados de busca e apreensão em um escritório em Cuiabá. A essa etapa da investigação, que está na 16ª fase, foi dada o nome de Operação Gerion.

 

Segundo o Ministério Público Federal, quando o conselheiro percebeu que policiais se concentravam em uma segunda sala, recolheu uma série de talões de cheques com cifras milionárias e outras folhas assinadas mas sem preenchimento do valor, que estavam em sala ainda não analisada pelas autoridades. No entanto, Teis acabou sendo flagrado, e o material, que havia sido jogado numa lixeira, foi recolhido.

 

Foram deferidos pelo STJ os pedidos de afastamento de sigilo bancário de diversas sociedades empresárias; o levantamento e utilização de dados de inteligência financeira de pessoas físicas e jurídicas; o afastamento do sigilo telefônico/telemático de alguns investigados, e busca e apreensão a ser realizada em locais ligados a pessoas investigadas, além do compartilhamento de dados com a Receita Federal do Brasil.

 

A Operação Ararath investiga, desde 2013, a prática de crimes de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa por conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

 

Além da condenação pela infração de embaraço à investigação, o MPF requer à Justiça indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 3 milhões, além da prorrogação do afastamento do conselheiro até o trânsito em julgado da denúncia.

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