Política Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 14h:45 | - A | + A

DANTE DE OLIVEIRA: O EXEMPLO

Santos cobra respeito à história e diz que Mendes tem que ser mais arrojado

Para o deputado, a reforma feita nos anos 90 é uma referência para a gestão atual

Suzi Bonfim

da Redação

psdb.org.br

Dante de Oliveira

 

(Foto: Fablicio Rodrigues/ALMT)

dep wilson

 

A comparação entre a reforma da máquina pública promovida pelo, então, governador de Mato Grosso, Dante de Oliveira, nos anos 90 – em 1994 (PDT) e, em 1998 (pelo PSDB) - com a que está em andamento no governo Mauro Mendes (DEM), feita pelo deputado Wilson Santos (PSDB), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, provocou um embate na tribuna da Casa com o deputado Ederson Xuxu Dal Molin (PSC). Para Wilson Santos, falta conhecimento da história de um dos maiores homens públicos, do maior governador de todo período republicano do Estado. “Eu até desculpo o deputado Ederson Xuxu Dal Molin, porque ele realmente não conhece nada do governo Dante de Oliveira”, constatou Santos.

 

Para o deputado tucano, o governador Mauro Mendes pode se inspirar na reforma feita por Dante, para fazer uma reforma mais profunda e radical. “Tenho dito a Mauro Mendes para se inspirar e conhecer o exemplo e a coragem que Dante teve pra fazer uma reforma muito mais profunda e muito mais radical. Tenho dito ao governador, da Tribuna e pessoalmente, que ele está na direção certa, no sentido certo, mas, na velocidade baixa”, considerou, lembrando que a comparação com Dante é um exemplo para as novas gerações de gestores.

 

Wilson Santos ressaltou que a história é importante porque, se não, as novas gerações desprezam grandes homens que se dedicaram à vida pública do Estado. “Dante não construiu patrimônio material, não é fazendeiro, não é plantador de soja, não é dono de empresas. Tudo o que ele fez foi voltado para o interesse público, dedicado a reformar Cuiabá, reformar o Estado mato-grossense e o Brasil. Uma das maiores perdas de todos os tempos foi a morte precoce de Dante aos 54 anos”, constatou o deputado em relação ao ex-governador que faleceu em 06 de julho de 2006.

 

Santos afirmou ainda que um deputado estadual precisa respeitar a história, porque o Dante de Oliveira não é um exemplo apenas para os mato-grossense mas, nacionalmente. “Uma figura nacional que merece ser estudada e, não desprezada, por um jovem que está iniciando sua carreira política. Essa nova geração não conhece, mas, precisa conhecer. Há um ditado que diz: quem olha para trás corre o risco de perder um olho e quem não olha perderá os dois. As novas gerações precisam conhecer a história de Mato Grosso que tem três séculos”, frisou.

 

Mauro Mendes precisa ser encorajado. Ser governador é destino e, por isso, Santos garante que tem incentivado o governador para uma reforma que não pode ser a conta-gotas. “Faça o que tem que ser feito agora. Por isso, não há melhor exemplo do que Dante que vendeu a Centrais Elétricas de Mato Grosso (Cemat), liquidou o Banco do Estado de Mato Grosso (Bemat), extingiu a Companhia de Desenvolvimento (Codemat), a Central de Armazenamento do Estado (Casemat), a Empresa de Transportes Aéreos do Estado de Mato Grosso (Aeromat), a Fundação Cândido Rondon, e a Empresa de Saneamento (Sanemat). Por isso que o Estado deu um salto”, justificou.

 

Para o deputado Wilson Santos, o governador Mauro Mendes tem todas as condições pra promover uma reforma mais arrojada, já que conta com a maioria na Assembleia Legislativa. “Mauro Mendes tem, no mínimo, de 18 a 20 deputados que votam com ele em quaisquer circunstâncias. Ele é o chefe do Poder Executivo, tem quase a unanimidade do parlamento, goza da simpatia do Ministério Público, do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas”, enfatizou o parlamentar. 

 

Santos com base em informações da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) diz que o desempenho foi “tímido” em relação à economia no custeio da máquina pública, nos quatro primeiros meses do governo. “A economia foi de apenas 0,5% em relação ao mesmo período do ano passado, o que corresponde a R$ 23 milhões. Pedro Taques, em quatro meses, gastou R$ 5.008,1 bilhões, e Mendes, gastou R$ 4.985,1 bilhões. Além disso, Mauro Mendes aumentou mais 45 cargos comissionados e, não cumpriu o mínimo constitucional do repasse para educação, 27%, e para a saúde, 12%”, destacou Santos.

 

O parlamentar citou também que o empréstimo junto a Banco Mundial (BID) de R$ 500 milhões e o alongamento da dívida do Estado por mais 20 anos, já autorizados pela Casa, com voto contrário dele, não é salutar para a gestão do Estado. “Minha postura parlamentar independente é de continuar colaborando, sem tapinhas nas costas, sem oba oba e mostrar os pontos que devem ser corrigidos, aperfeiçoados”, garantiu.

 

LEGADO - O ex-governador Dante Martins de Oliveira morreu, em Cuiabá, em 6 de julho de 2006, aos 54 anos. Considerado um grande líder, o homem das Diretas Já. Dante iniciou a carreira política como deputado estadual em 1978, em seguida, elegeu-se deputado federal em 1982 e em 84 apresentou a emenda Diretas Já, que pedia eleições diretas para presidente da República. Dante foi ainda duas vezes prefeito de Cuiabá, ministro da reforma agrária no governo José Sarney e duas vezes governador do Estado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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