Política Quarta-Feira, 27 de Novembro de 2019, 16h:39 | - A | + A

INVESTIGAÇÃO

Servidora acusa Emanuel de oferecer R$ 50 mil para vereadores cassarem Abílio

Em depoimento à polícia, servidora contou que presenciou quando prefeito ofereceu dinheiro a grupo de vereadores. Prefeito e parlamentares citados negam.

Da Redação

Gustavo Duarte/Prefeitura de Cuiabá

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Uma servidora lotada no Hospital Municipal São Benedito acusa o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) de oferecer R$ 50 mil a um grupo de vereadores para que eles cassassem o mandato do vereador Abílio Júnior (PSC) na Câmara de Cuiabá. A denúncia foi feita pela servidora Elizabete Maria de Almeida na manhã desta quarta-feira (27) na Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), em Cuiabá. O prefeito e os vereadores citados negam as acusações.

 

De acordo com o Boletim de Ocorrência, que o PNBOnline teve acesso, a servidora Elizabete afirma que participou de uma reunião na residência do vereador Juca do Guaraná Filho (Avante) na quinta-feira passada, dia 21 de novembro, no Condomínio Belvedere. Ela diz que quando chegou à casa, além de Juca do Guaraná, também estavam os vereadores Ricardo Saad (PSDB), Chico 2000 (PR) e o ex-vereador Oseas Machado (PSC). Ela então percebeu que o encontro era para tratar da cassação de Abílio, que responde a uma investigação na Comissão de Ética e Decoro da Câmara por suspeita de quebra de decoro. Por volta de meia noite, o prefeito Emanuel Pinheiro chegou à residência, ainda segundo o depoimento, e iniciou a reunião com os parlamentares e alguns assessores. Na reunião, o prefeito teria oferecido R$ 50 mil para que os vereadores votassem pela cassação de Abílio.

 

“Que a mesma alega que o prefeito Emanuel Pinheiro ofereceu R$ 50 mil (cinquenta mil reais) mais 20 (vinte) cargos comissionados para os vereadores. Que neste momento o prefeito Emanuel tirou o dinheiro do envelope e entregou para os vereadores que ali estavam presente, que a mesma alega que não ficou sabendo o valor específico”, diz um trecho do depoimento de Elizabete no Boletim de Ocorrência.

 

A servidora disse que possui provas do relato, como fotos e vídeos do encontro e que posteriormente apresentará à polícia. Segundo ela, o ex-diretor do hospital, Oseas Machado, pressionou servidores para que denunciassem o vereador Abílio por abuso de autoridade. Além disso, ela denuncia que teve sua assinatura falsificada em uma intimação para que ela prestasse depoimento contra Abílio na Comissão de Ética da Câmara “fato este que fez a mesma comparecer nas audiências dos dias 25 e 26 de novembro e denunciar todos os fatos acima mencionados”, consta no boletim.

 

A assessoria de imprensa da Polícia Judiciária Civil informou que, com base no depoimento da servidora Elizabete de Almeida, a Delegacia Fazendária abriu uma investigação para apurar as denúncias.

 

O outro lado

 

O prefeito Emanuel Pinheiro, por meio de sua assessoria, disse que refuta as denúncias envolvendo o nome dele e que cabe à servidora provar o que afirmou à polícia. Emanuel confirma que esteve em um jantar na casa do vereador Juca do Guaraná na semana passada, mas que não houve reunião para tratar de cassação e nem qualquer oferta de dinheiro para isso.

 

O vereador Juca do Guaraná Filho negou as acusações. "É a maior leviandade. É mentira, desespero. Cabe a quem acusa o ônus da prova", disse o parlamentar. Segundo Juca, houve um jantar na casa dele com a participação de outros vereadores e do prefeito, mas que desconhece que Elizabete tenha estado na residência. Juca do Guaraná disse ainda que no jantar não foi tratado de política. 

 

O vereador Ricardo Saad também negou as acusações. "O prefeito não ofereceu dinheiro para cassar ninguém. E durante a noite ninguém, em momento algum, falou de Abílio e nem de dinheiro", disse Saad à reportagem do PNBOnline. "Eu nunca ia fazer nada em troca de dinheiro. Sou médico, trabalho". O vereador também frisou que não viu a servidora Elizabete na residência. 

 

O vereador Abílio Júnior informou que entrou com um pedido na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal para suspender a investigação contra ele na Comissã de Ética e Decoro Parlamentar. O parlamentar alegou suspeição dos seus membros devido à denúncia da servidora. A CCJ acatou o pedido e deu um prazo de 24 horas para que os integrantes da Comissão de Ética apresentem suas defesas.

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COMENTÁRIOS

Marcos - 27/11/2019

Kkkkk gente, quer inventar denúncia? pelo menos pensa um pouco no que vai falar. Não tem o menor sentido uma servidora aleatória ser chamada pra residência de um vereador no Belvedere e do nada o prefeito aparecer e sair oferecendo dinheiro na frente de todo mundo. Não tem sentido. Nem se ele fosse burro faria isso kkkkk

1 comentários

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