Política Terça-Feira, 09 de Julho de 2019, 16h:34 | - A | + A

GRAMPOLÂNDIA

TJMT suspende arquivamento e determina agilidade na investigação

Orlando Perri aponta a demora no processo de 2014 sobre escutas telefônicas ilegais

Susi Bonfim

 

TJMT

Orlando Perri

 

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando Perri, deu 30 dias de prazo para  que as investigações dos processos do caso conhecido como Grampolândia sejam concluídas. Perri, indeferiu o pedido de arquivamento do coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), procurador de Justiça, Domingos Sávio, e manteve o prosseguimento das investigações criminais aos autos do inquérito policial 14729/2019 - representação criminal/ notícia crime.

 

“Costuma-se dizer, equivocadamente, que o inquérito importa apenas para o oferecimento da denúncia. No entanto, é nele que se produzem provas cautelares, irrepetíveis e as antecipadas, que ao juiz, com as bençãos da lei, se permite considerar na função do seu convencimento.”, disse o desembargador na decisão.

 

O desembargador também pontuou que o direito da OAB-MT participar das investigações não foi assegurado apenas quanto à notícia crime envolvendo promotores de justiça,"mas também na apresentada contra magistrados, que tramita perante este relator. Nela este direito não será subtraído".

 

Conforme consta nos autos, em 2014, Evandro Lesco e Ronelson Barros, juntamente com o ex-comandante-geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa, e o cabo da PM, Gerson Luiz Correia Junior, teriam sido responsáveis “por instituir um núcleo de inteligência, a pretexto de se investigar pessoas envolvidas com o tráfico internacional de drogas, mas, na verdade, realizavam diversas escutas telefônicas ("grampos"), autorizadas judicialmente mediante fraude, para satisfazer ao interesse particular do grupo criminoso, sobretudo, de natureza política, uma vez que os alvos comumente interceptados eram políticos com mandato, assessores, advogados, jornalistas e policiais”.

 

Os três coronéis acusados de suposto envolvimento no escândalo das escutas telefônicas ilegais que operavam em Mato Grosso, Zaqueu Barbosa, Evandro Ferraz Lesco e Ronelson Barros, já teriam feito delação, segundo uma fonte do Ministério Público Estadual.

 

As interceptações telefônicas sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei foram cometidas na gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB). Ainda não foi apontado envolvimento de Taques com o caso.

 

 

 

 

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