Política Quinta-Feira, 09 de Julho de 2020, 12h:04 | - A | + A

CPI DA SEMOB

Vereadores cobram explicações sobre contrato da Prefeitura com empresa de guincho

O depoimento do representante da empresa será na próxima segunda-feira. Um relatório preliminar constata que vários ítens não são cumpridos

Redação com Assessoria

Câmara de Vereadores

CPI Semob

 

Na próxima segunda-feira (13), o representante da empresa Rodando Legal, Carlos Mello Logulo, vai ser ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Cuiabá que investiga irregularidades na Secretaria de Mobilidade Urbana da capital (Semob). No depoimento, por meio de videoconferência, às 10h, os vereadores que compõem a comissão vão cobrar explicações do empresário sobre o cumprimento do contrato de serviço de recolhimento, custódia, gestão informatizada de veículos removidos por infrações administrativas ao código de trânsito brasileiro, na capital. A lista de irregularidades constatadas in loco de um dos itens investigados pela CPI da Semob, é  grande.

 

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Nesta quarta-feira (08) foi apresentado o relatório preliminar da visita feita ao pátio da empresa Rodando Legal, em Cuiabá. Entre as irreglaridades estão o prazo, local e condições de entrega dos veículos apreendidos. Ao verificar os carros acautelados, a comissão constatou que a maioria tem lacres apenas nas portas e quase todos rompidos. O contrato determina que a retirada do lacre seja feita apenas na presença do proprietário ou procurador designado por ele. O veículo teria que estar com lacres autocolantes e numerados, conforme padrão estabelecido pela contratada e aprovados pela contratante, afixados nas portas, porta-malas, tampa do motor e tampa do tanque. Também não foi localizado no pátio da empresa o veículo-reboque para movimentação de ônibus, caminhões. Havia apenas um guincho utilizado para alçar veículos de menor porte. Os vereadores não tiveram acesso ao sistema informatizado da Rodando Legal e tampouco foram informados se este equipamento é terceirizado. 

 

Quanto aos requisitos mínimos do local a comissão diagnosticou as seguintes infrações: a recepção não tem sanitários individualizados para homens e mulheres, muito menos para portadores de necessidades especiais. Embora existam câmeras de monitoramento nos locais reservados ao depósito de veículos, no pátio externo elas estão apenas em um dos lados do local, não tendo a visualização de todos os ângulos, o que fragiliza a segurança dos veículos acautelados. Na data da visita havia no pátio muita lama e mato pois não há sistema de drenagem. 

 

Instalada no início do mês de maio, CPI investiga também a contratação dos semáforos inteligentes, e a Junta Administrativa de Recursos de Infração (Jari) como sendo indústria de multas e taxas. Integram a comissão o presidente vereador Diego Guimarães (Cidadania), relator vereador Lilo Pinheiro (PDT) e Wilson Kero Kero (Podemos).

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