TV PNB Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019, 10h:12 | - A | + A

REFORMA TRIBUTÁRIA

"O Brasil pode crescer 10% a 15% se mudar a matriz tributária", afirma Oliveira

O presidente da Fiemt foi entrevistado pelo jornalista Antero Paes de Barros, na rádio Capital FM

Suzi Bonfim

da Redação

“O Brasil peca por não ter uma estratégia de industrialização e o sistema tributário não favorece este processo. Este é o grande drama do Brasil, por isso, a reforma tributária é fundamental: simplificando o sistema reunindo nove impostos em um e dando crédito pleno para os empresários. O Brasil pode crescer 10% a 15% se mudar a matriz tributária”, avaliou o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira. 

 

A proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional prevê a tributação no consumo e extinção alguns impostos como o sobre Produtos Industrializados (IPI), sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), sobre Serviços (ISS), PIS e Cofins, substituindo para um único, Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com arrecadação centralizada pela União, ou seja, o Estado deixa de arrecadar o ICMS e o  município não vai mais ter o ISS. 

 

Segundo o presidente da Fiemt, Estado e Municípios vivem “batendo cabeça” em diversas áreas, inclusive na tributária. O reflexo é o país em processo de  desindustrializando. “Hoje a indústria brasileira representa cerca de 12% do total do bolo da economia, já foi de quase 30%,  enquanto, nos últimos 30 anos, números macroeconômica, o setor público cresceu demais”, constatou .  

 

“O Brasil é uma potência agrícola e não consegue ficar rico. Grande parte é em função do chamado Custo Brasil e dentro disso, essa loucura que é o sistema tributário e o todo o sistema legislativo brasileiro. São regras na área trabalhista, tributária, na área regulatória e as empresas não conseguem ser competitivas de tantas exigências que têm que cumprir”, afirmou Oliveira.

 

As empresas têm que administrar 15 postos diferentes, cada um com uma regra de apuração,  uma regra de gerar crédito ou não. “A gente perde muito em Mato Grosso por causa desta confusão tributária. Vamos pegar só o exemplo de um insumo, a soja. Nos último seis anos fizemos um levantamento e a produção de soja cresceu quase 30%, mas, a industrialização parou no mesmo patamar. A indústria de óleo esmaga cerca de 10 milhões de toneladas, têm créditos de PIS e Cofins que não são recuperados e tem que competir com o chinês que leva a soja in natura”, apontou. Confira a entrevista na íntegra. 

 

 

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